Ana  Teófilo, escritora de Lajinha

Quando a alma apreende a florescer, não há tempestades que impeçam o seu germinar!

Luz da Tarde

Os raios leves do sol da tarde
Entraram pela janela, em silêncio e calma,
Tocaram meu rosto com doce alarde
E acenderam um brilho na minha alma.

A alma antes tão carregada
Foi se abrindo em pura leveza,
Como brisa suave e encantada,
Semeando no peito a beleza.

O coração, tão cheio de apreensão,
Marcava o rosto em sombra e dor.
A mente em turbilhão, sem direção,
Não encontrava alívio e frescor.

O medo de ver quem amo sofrer,
A angústia de não poder proteger,
O amor que tudo quer abraçar,
Mas nem sempre se pode amparar.

Então, teu espírito vem me tocar,
E como vento que tudo acalma,
Fez o temor, enfim, se dissipar
E trouxe paz de volta à minha alma.

Eu sei — tu me amas, e isso me basta,
Teu amor é abrigo, é luz que guia.
Nenhum mal maior me desgasta,
Pois em ti, renasce a minha alegria.

Olho agora a noite a se anunciar,
Com sua singela e serena beleza.
E compreendo, sem precisar falar:
Tiveste comigo em toda minha certeza.


 

E amanhã, quando o sol despontar,
Em novo dia que vai florescer,
Saberei, antes mesmo de acordar,
Que contigo, outra vez, vou renascer.

 

2° lugar Concurso literário  “Os melhores escritores de 2025” Editora VIP

 

Site do Escritor criado por Recanto das Letras